domingo, 14 de agosto de 2011

A derrota e o duro recomeço...

Levei quase uma semana até ter palavras que explicassem o resultado do jogo da semifinal de 07/08/2011. Não pelo placar adverso (a derrota frente a equipe do Colégio Integral), mas a forma como o mesmo ocorreu. Faltavam 40 segundos, estávamos em vantagem no placar e a equipe adversária havia estourado o limite de faltas (tiro livre que nos colocou em vantagem foi em decorrência disso).
Ainda assim sofremos um revés em pouco mais de sete segundos de jogo, dois gols, em sequência, mais rápido do que poderia formular alguma estratégia ou reorganizar a equipe em quadra.
Poderia culpar a arbitragem por ter marcado a discutível falta que originou a expulsão de Fabi e nos colocou em desvantagem numérica instantes antes (cinco segundos) do primeiro dos dois gols. Ou culpar uma de minhas atletas por não ter realizado uma movimentação defensiva de contenção que treinamos para situações como esta de desvantagem.
Quem sabe se não tivessem havido os desfalques de três atletas, se a goleira que começou o jogo não estivesse desconcentrada (e não conseguiu se encontrar na partida), se a marcação ofensiva tivesse funcionado a jogadora que desequilibrou a partida não teria encontrado tanta facilidade para jogar.
É diversas possibilidades e prováveis culpados, mas que não mudam o resultado da partida, nem o fato que o adversário ganhou com todos os méritos em cima dos nossos erros.
Tony Dugby tem uma citação no seu livro "Fora do comum" que se aplica perfeitamente ao nosso caso:
"No futebol americano, quando o time não está jogando bem, eu digo " Temos de voltar ao básico" numa referencia aos princípios fundamentais que nos permitem jogar com sucesso: bloqueio, ataque, corridas e recepções"
Com algumas alterações nos princípios fundamentais é disto que precisamos agora, voltar ao inicio para voltar a vencer.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Batalha nos Aflitos - 1ª parte

Esta postagem inaugura uma sessão do blog no qual os jogos dos grupos de competição do Arte nas Quadras são analisados imparcialmente pelo nosso corpo técnico. A nossa primeira postagem de analise dos jogos envolve o ultimo jogo do grupo de competição feminino, realizado no domingo dia 05/06/2011, que terminou com um custo muito ao para o Arte nas Quadras - a perda de duas atletas por lesões sendo uma delas grave com longo afastamento. O titulo descreve bem o que foi o jogo.
O jogo começou com o Arte nas Quadras marcando meia-quadra e saindo em velozes contra-ataques. A estratégia foi adotada diante do histórico entre as duas equipes ser amplamente favorável a ABF e da colocação da AnQ (Arte nas Quadras) no campeonato fazer do empate um bom resultado para permanecer na liderança. O jogo se mostrava favoravel ao AnQ tanto que até os 06 minutos do primeiro tempo a equipe adversária não havia realizado nenhuma finalização, contra várias da AnQ que obrigavam a goleira Danielle a se esforçar para manter o placar em branco. Porém aos 06:39 do primeiro tempo Fabiana Bastos (AnQ) interceptou uma bola cruzada por Bruna da ABF na ala esquerda do campo defensivo do Arte nas Quadras, e iniciou uma triangulação com Elaine (que estava posicionada no meio da quadra pela esquerda) e Luci (que perdeu a bola pelo meio que resultara na bola cruzada de Bruna) que dominou, avançou e dividiu com a goleira Danielle abrindo o placar no ginásio dos Bancários - AnQ 1x0 ABF. Com 07:50 do primeiro tempo a ABF consegue sua primeira finalização a gol com Carolina chutando travada por Fabiana. Dez segundos depois nova finalização de Carolina após escanteio, desta vez para fora. Aos 08:50 mais uma vez Carolina recebe passe longo de Danielle gira bate cruzado e a bola passa assutando a goleira Adriana (AnQ) que salta mas não alcança a bola que vai para fora. Nesse momento o técnico da AnQ, professor Ailson Santana, substitui Luci por Vitória. A ABF passou a equilibrar as ações em quadra, mas tinha de se expor por força do resultado aos contra-ataques do AnQ, que desperdiçava as chances de ampliar o placar. Novamente pela ala esquerda da defesa começou o contra-ataque que resultou no segundo gol. Samara (ABF) tenta uma finalização do meio da quadra, Fabiana trava o chute e a bola sai mascada. Vitória domina a bola na defesa, passa para Patrícia "Coco" e movimenta-se em velocidade na diagonal para a ala direita, iniciando a triangulação entre elas duas. Recebe a bola de volta, avança pela ala, dribla a goleira Daniele e passa para Patrícia "Coco" dominar e chutar com raiva para o gol vazio - AnQ 2x0 ABF. O segundo gol pareceu abater a equipe adversária (ver o técnico Carlos Dórea a direita na foto) que se esforçava para se encontrar em quadra. Por mais estranho que pareça a ABF passou a jogar melhor e pressionar o AnQ. Sheila finalizando de voleio quase sem ângulo proximo da linha de fundo, assustou Adriana que defendeu cedendo o escanteio. Com 16:40 Quessia (AnQ) finaliza após escanteio cobrado por Vitória, Danielle defende, mas na saída para o contra-ataque, Quessia intercepta passe de Samara e assiste Patrícia "Coco" que finaliza junto a trave, mas para fora. A ABF assusta mais uma vez aos 18:20 com Samara, que recebe passe de Carolina no meio da quadra, dribla Fabiana e chuta cruzado, assustando a goleira Adriana que cai mas a bola vai para fora. De tanto pressionar a ABF diminui aos 20:13 numa falha da goleira Adriana que saiu do gol, numa bola que Quessia fazia marcação sobre Samara, que girou e chutou fraco para o gol vazio (uma bola sem perigo que seria a goleira com facilidade) - AnQ 2x1 ABF. O gol incendiou a ABF que passou a sufocar o AnQ. Carolina aos 21:02 driblou Fabiana na entrada da área,mas esbarrou na goleira Adriana que saiu do gol para afastar o perigo. Carolina voltou a "assombrar" aos 21:34, finalizando de carrinho um passe longo de Bruna (ABF). Aos 24:25 Patricia "Coco" perde um gol incrível após um contra-ataque rápido, só ela e a goleira Danielle. Ambas as equipes desperdiçam inúmeras oportunidades de contra-ataque. Vitória quase antecipa uma bola lançada por Fabiana em lateral, mas esbarra em Danielle. A ABF ainda tem uma falta a seu favor proximo do final do jogo, mas Samara finaliza sem sustos para Adriana O primeiro tempo termina AnQ 2x1 ABF. O video do jogo pode ser visto no link abaixo. Já o segundo tempo será tema de uma nova postagem.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Novos uniformes para treinamento e corpo técnico

Hoje (06/05/2011) o Diretor Técnico do Arte nas Quadras, o Prof. Esp. Ailson Santana e a Diretora Administrativa do Arte nas Quadras, Antonia Celi receberam da Faculdade da Cidade as camisas que irão compor os uniformes 2011 dos grupos de competição do Arte nas Quadras. A entrega ocorreu na sala do departamento de comunicação e marketing da Faculdade da Cidade, onde a Coordenadora de Comunicação e Marketing Indira Nascinento, realizou a entrega em um clima de descontração e alegria. Na foto da esq. para dir. Antonia Celi, Indira Nascimento e Ailson Santana Os uniformes fazem parte do parceria firmada no final do ano de 2010, através da qual a Faculdade da Cidade apoiará as atividades do Arte nas Quadras. Na foto acima a Diretora Administrativa Antonia Celi segura a camisa dos membros do corpo técnico, a Coordenadora de Comunicação e Marketing Indira Nascimento segura a camisa do uniforme das goleiras do grupo de futsal feminino e o Diretor Técnico Ailson Santana segura a camisa dos uniformes dos atletas do futsal masculino. As camisas do unifome das demais atletas do futsal feminino (azul claro) não aparece na foto, mas em breve as próprias atletas apareceram com eles aqui no blog. Os uniformes serão entregues primeiro as atletas do futsal feminino, que se encontram no processo de preparação para a 5ª Taça Salvador de Futsal Feminino, que terá seu inicio no dia 15/05.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Reconhecendo a quadra....

Chegamos próximo do meio dia na cidade de Campo Grande (MS), onde seria realizado o 4º Campeonato Brasileiro de Seleções, categoria sub-20 feminino - 2ª divisão. Após nos acomodarmos no alojamento do Colégio Dom Bosco (local onde seriam realizados os jogos), ficamos aguardando o termino das aulas das escolas de iniciação esportiva do colégio para podermos realizarmos o reconhecimento da quadra de jogo devido as diferenças de piso e tamanho em relação as duas que utilizávamos para os treinos em Salvador.
Apesar as dimensões serem próximas das dimensões da quadra dos jogos do Campeonato Brasileiro nenhuma das duas quadras do ginásios utilizados na preparação da seleção baiana sub-20 feminino (a do Centro Educacional Edgard Santos e a o Clube dos Oficiais da Policia Militar) tinha o mesmo piso dela, feito de madeira.
A espera teve fim por volta das 23h e 30 minutos quando finalmente tivemos a oportunidade de realizar as atividades para reconhecimento da quadra (superfície e dimensões). O maior problema para o inicio das atividades foi as atletas se adaptarem a temperatura que fazia no local na hora das atividades, algo em torno de 18ºC, inverno rigorosíssimo para quem mora na Bahia.
Após um alongamento combinando exercícios estático e dinâmicos, as atletas realizam uma breve corrida de 05 minutos em ritmo forte.
O preparador físico da seleção baiana e diretor técnico do Arte nas Quadras Ailson Santana, ainda conduziu alguns trabalhos técnicos envolvendo as ações técnica passe/recepção e condução, antes que o técnico da seleção Carlos Dorea assumisse o comando das atividades e realizasse movimentações de triangulação com finalização encerrando os trabalhos antes da estréia no 4º Campeonato Brasileiro de Seleções, categoria sub-20 feminino.

domingo, 1 de maio de 2011

Elegia

Enquanto se comemora o vice-campeonato brasileiro de seleções, da 2ª divisão conquistado pela seleção baiana em Campo Grande (MS), vamos analisar em algumas poucas postagens os principais motivos/erros na opinião do corpo técnico do Arte nas Quadras, que impediram a esta brilhante geração de jovens atletas a conquista de mais um titulo nacional para o estado da Bahia. Inicialmente dividida em três partes intituladas:
  • A preparação;
  • A montagem do grupo;
  • Os adversários.
Tem por objetivo propor uma reflexão sobre o processo que culminou com o vice-campeonato, visando a preparação para o próximo Campeonato Brasileiro de Seleções a ser realizado em 2012. Uma vez que o vice-campeonato permitiu a promoção da seleção baiana a 1ª divisão, o que provavelmente implicará numa competição mais difícil e árdua pelo titulo.
Até a próxima postagem....

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Lições sobre formação de equipes (Livro Maestro e suas aplicações em equipes de futsal

Um livro que terminei a leitura no ultimo final de semana, Maestro de Roger Nierenberg, me fez retornar ao tempo em que as inquietações sobre a maneira como eram (e em muitos locais da Bahia ou do mundo ainda são) conduzidas a formação das equipes e o treinamento dos (as) atletas, me levaram a criar o Arte nas Quadras no final de 2005.
O pilar central da narrativa (que continuarei nas próximas postagens) é um modelo de liderança na qual cada individuo é estimulado a seguir não o lider, mas as ideias e os objetivos para o coletivo (grupo) decorrentes da "visão" que o lider tem para a tarefa a ser feita. A "visão" do lider para o grupo tem que ser algo desafiador, levando os membros da equipe a utilizar os talentos e habilidades para concretizar-la. O livro cita ainda o principal problema da liderança de grupos e equipes quando o líder (ou no caso o técnico tem uma atitude centralizadora - os atletas podem ser obrigados a aceitarem as ordens e instruções do tecnico, pode exigir obediencia por parte deles. Mas o líder não pode exercer esta mesma coerção para que que se entusiasmem com o treino (ou jogo), a serem criativos ou sentirem-se inspirados. O autor ainda cita "se você dá valor a essas coisas (o entusiasmo, a criatividade e a inspiração), é preciso que as pessoas se sintam donas do seu trabalho e, para isso, o líder deve ceder um pouco do controle a elas". Coisas sem as quais não é possível a realização do jogo competitivo do futsal. Quando duas equipes se equivalem nos aspectos fisicos e táticos, as possibilidades de vitória passam a residir nos desequibrios na organização tática, que possam surgir de situações 1v1. Situações que ocorrem frenquentemente no jogo competitivo e que requerem para a superação do adversário, além da habilidade individual do atleta, a criatividade e a inspiração. Sem estes três ingredientes teremos uma equipe com mecânica de jogo perfeita, mas provavelmente sem capacidade para arriscar e desequilibrar nos momentos que o adversário, jogar de igual para igual com ela. Além do risco de também ser uma equipe incapaz de virar resultados adversos. A maior preocupação do técnico neste paradigma é criar um ambiente no qual os atletas se sintam livres para criar, sugerir, assumir responsabilidades. E ele possa ainda assim passar a sua "visão" do padrão de jogo da equipe, fazer correções e instruir os atletas quando necessário. Alguns me dirão que a minha proposta é dificilima de ser implantada, mas se atentarmos ao significado da palavra maestro teremos uma noção que a tarefa não é tão dificil quanto parece. Em italiano o significado da palavra maestro é mestre, professor, tutor ou instrutor. Mas no final do livro Maestro de Roger Nierenberg um dos personagens explica a sutil diferença entre o significado do dicionário e a real função do maestro.
"Maestro não é aquele que lhe ensina todas as coisas de que você precisa para conseguir seu diploma nem é quem o treina em sua especialidade (...) este é o professore. Já o maestro é aquele que lança as bases para o aprendizado, que ensina principios e valores: a curiosidade em relação ao mundo, a confiança de que a educação sempre acaba por gerar liberdade, a coragem de lutar por algo maior do que simplemente satisfazer o apetite, os ideais que perduram por toda a sua vida"

sábado, 27 de novembro de 2010

Alunas são notícia no site da Sudesb

Fabiana dos Santos (ex-aluna) e Quessia Barbosa (aluna do projeto Arte nas Quadras), atletas da seleção baiana de futsal categoria sub-20 feminino foram tema de uma noticia postada no site da Sudesb (Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia) no dia 25/11/2010.Abaixo uma cópia da noticia veiculada no site (quem quiser ter acesso ao original acesse http://www.sudesb.ba.gov.br/modules/news/article.php?storyid=855
Sudesb recebe visita de vice-campeãs de futsal
A Sudesb recebeu, nesta quinta-feira (25.11), a visita de duas integrantes da seleção baiana sub-20 de futsal feminino, que conseguiu subir de divisão após ficar em segundo lugar na Segunda Divisão do Brasileiro da categoria, que foi disputado no final de outubro em Mato Grosso do Sul. O certame foi disputado pelas equipes que jamais haviam participado da competição. Com o resultado, a equipe baiana se credenciou para disputar a primeira divisão e irá buscar o acesso para a divisão especial, da qual fazem partes as melhores seleções da categoria no País. Fabiana dos Santos e Quéssia Batista foram acompanhadas de dirigentes da federação baiana e da comissão técnica para agradecer o apoio dado pela Superintendência para a viagem da equipe. A equipe baiana, que foi derrotada na decisão pela equipe da casa, foi formada por: Bruna da Silva, Quéssia Batista, Fabiana dos Santos, Alanna Larissa de Carvalho, Renata Souza Barreto, Rafaela de Araújo, Loren Bitencourt e Thaís Correia Lobo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Campeonato Brasileiro de Seleções sub-20 feminino (2ª divisão)

Ontem a seleção baiana de futsal, categoria sub-20 feminino, estreou com vitória no 4º Campeonato Brasileiro de Seleções, sub-20 feminino - 2º divisão, superando a seleção acreana por 3x2.

A equipe baiana não esteve bem na primeira metade do jogo. Apesar da maior posse da bola apresentado e do grande número de investidas das atletas baianas contra o gol do Acre, não houve movimentação no placar por parte da equipe baiana. A Capitã Taiana (ex-arte nas quadras) tentava em vão criar oportunidades e levar a equipe ao ataque. Quando a seleção baiana parecia que iria se encontrar em quadra, com duas chances claras de gol salvas pela goleira Fiama do Acre, o adversário chegou ao gol em um contra-ataque rápido pela direita aos 14 minutos, com Isa finalizando bem, mesmo marcada pela jogadora Lorena da seleção baiana.

A Bahia ainda teve mais duas chances de empatar ainda no primeiro tempo, mas desperdiçou e foi para o intervalo em desvantagem.

O segundo tempo começou com a seleção baiana buscando o resultado e pressionando as adversárias que não conseguiam sair da sua meia quadra de defesa. Taiana, Kaylane e Debora tentaram sem sucesso empatar o jogo para a seleção baiana. Como o gol não saia as baianas começaram a ficar nervosas e num contra-ataque mais uma vez a seleção acreana ampliou com Fabiula aos 30 minutos. Depois que uma bola foi perdida no ataque. e a maioria das atletas baianas não retornou para a cobertura defensiva, deixando Quessia sozinha contra duas adversárias.

Quando o desespero já era evidente entre as atletas e a comissão técnica da seleção baiana, Debora diminui 31 minutos, após uma cobrança de lateral mal feita pela seleção do Acre, Lorena antecipou a jogada carregou a bola e fez a assistência que resultou no gol da seleção baiana.

As baianas continuaram insistindo e foram premiadas aos 35 minutos com mais um gol de Debora, após um passe preciso de Lorena pelo meio da defesa acreana. O segundo gol das baianas acordaram as jogadoras do Acre que passaram a sair buscando a vitória que antes parecia certa. Terceiro gol da seleção baiana saiu após novo passe de Lorena desta vez para Kaylane que finalizou de fora da área com a bola entrando depois de bater no travessão, aos 38 minutos.

Depois do gol as atletas baianas começaram a valorizar a posse de bola e quase apliaram em duas oportunidade, sendo que em uma dela a bola explodiu na trave com violência após o chute de Lorena.

As atletas baianas continuaram valorizando a posse de bola até o apito final das arbitras. O grupo comemorou ainda em quadra a reação e os três pontos conquistados.

Com a vitória a seleção baiana segue na segunda colocação, atrás das donas da casa (seleção do Mato Grosso do Sul) e com boas chances de subir para a primeira divisão. Hoje (28/10/2010) a seleção baiana volta a quadra, desta vez contra a seleção de Roraima.

A seleção baiana sub-20 conta com o apoio da Prefeitura de Santo Amaro (BA), que financiou a preparação da equipe em Salvador e da Sudesb (Superintendência de desportos do estado da Bahia).

Para mais detalhes segue o link para a matéria veiculada no site oficial do evento.

http://www.futsaldobrasil.com.br/2009/competicoes/vernoticia.php?id=7862

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Alunas do Arte nas Quadras convocadas para a seleção baiana sub 20 feminino

Duas das alunas da primeira turma do Arte nas Quadras (a do periodo 2005-06), conseguem chegar a seleção baiana. Quessia Barbosa e Taiana Almeida ambas atualmente com 19 anos (tendo iniciado com 14 anos nas atividades do Arte nas Quadras) foram convocadas para compor o grupo de atletas que representarão o estado da Bahia, no Campeonato Brasileiro de Seleções - categoria sub 20 feminino. Na foto ao lado Taiana está a direita do prof. esp. Ailson Santana (preparador físico da seleção) e Quessia é a segunda da esquerda para direita na degrau de baixo da arquibancada. Também aparece na foto Fabiana Bastos que pertenceu a mesma turma que as outras duas, mas abandonou as atividades por motivos pessoais. Ambas residem em comunidades tidas como violentas da cidade do Salvador, algo que para muitos seria um impecilho a realização dos próprios sonhos. O sucesso de ambas é resultado da dedicação e do esforço pessoal, sem os quais de nada adiantariam as estratégias metódologicas e participações em competições propriciadas pelo Arte nas Quadras. Abaixo temos um pequeno vídeo de Taiana e Quessia treinando com o grupo da seleção baiana:
Para Taiana esta é mais uma das conquistas alcançadas por ela, desde que começou a participar do Arte nas Quadras. As outras foram:
  • Convite para compor a principal equipe de futebol de campo do estado da Bahia (O São Francisco do Conde Social Clube);
  • Seleção brasileira de futebol de campo sub 17 (testes e Campeonanto Mundial da Fifa para Seleções - sub 17 feminino(realizado na Nova Zelândia);
  • Seleção brasileira de futebol de campo sub 20 (testes);
  • Aluna-atleta da FTC Salvador (modalidade futsal feminino).

Já Quessia tem uma trajetória bem diferente de Taiana, pois desde o inicio dos trabalhos com o grupo de competição vários técnicos de equipes de futsal feminino e masculino (que geralmente visitam as atividades do Arte nas Quadras), público assistente dos jogos e parentes de outros alunos do projeto questionavam a presença dela no grupo de competição.

Como na proposta do Arte nas Quadras não é trabalhar a curto prazo (e sim a médio e longo prazo) com as crianças e adolescentes que nos procuram, ela teve uma chance que muitos não tem e outros tantos querem e não tem o acesso.

Ela demorou a desabrochar mas na temporada 2009, ela figurou entre os destaques do grupo de competição do AnQ e esteve na lista das melhores atletas das competições nas quais o Arte nas Quadras participou no ano.

No ano de 2010 mesmo sem o grupo de competição do Arte nas Quadras participar de competição alguma ela permaneceu treinando com os meninos, objetivando uma possível convocação para seleção baiana e acabou recompensada.

Vale destacar que alguns do seus criticos iniciais hoje se rendem a seu talento e determinação, um exemplo claro é o técnico da seleção baiana sub 20, o Sr. Carlos Vicente dos Santos Dorea (de boné azul na foto).

Esperamos no final do mês de outubro após o Campeonato Brasileiro de Seleções -categoria sub 20 feminino, ter mais boas noticias sobre as nossas duas guerreiras.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O inicio do aprendizado....

Após um longo período de observações (quase duas semanas) começamos na ultima terça-feira o processo de iniciação a mecânica das movimentações em quadra, uma vez que ficou evidente o bom nível de habilidade da maioria dos novos alunos.
O trabalho iniciou-se com um alongamento e aquecimento funcional, seguido de uma corrida de 10 minutos em ritmo moderado. Os alunos hidrataram-se e participaram de um educativo de coordenação de movimentos e aprimoramento da velocidade.
Como um dos pontos difíceis detectados durante o período de observação foi a deficiência do passe, no que tange a execução da ação técnica, a capacidade de análise e escolha do momento no qual a ação deve ser executada. Optamos durante o planejamento por realizar um educativo da ação técnica passe com antecipação como pode ser visto na foto do inicio da postagem e no vídeo abaixo:
Dando sequencia ao planejamento da aula, realizamos um exercicio de movimentação e passe, inspirado em um treino do Manchester United da Inglaterra, no qual surgem naturalmente as triangulações e suportes necessários as movimentações em quadra no futsal.
As falhas no direcionamento do passe e a "natural" pressa com a qual as crianças e adolescentes iniciados no futebol de rua executam as ações técnicas, surgiram na maioria das trocas de passes decorrentes das movimentações necessárias ao exercício.

Nas ultimas duas partes da sessão de treino, continuamos a trabalhar em um primeiro momento com a movimentação proposta pelo educativo adaptado, com ampliação da área de jogo incluindo a necessidade de conduzir a bola antes de passar para o companheiro (a). Em um segundo momento continuamos a atividade anterior, com a inclusão da oposição de adversários nas movimentações a serem realizadas pelos alunos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tentando ensinar... aprendendo novos conceitos...

Nas ultimas postagens (se bem que estou devendo algumas referentes ao mês de agosto com as primeiras impressões com os novos alunos), discutimos algumas das questões primárias a cerca do ensino do jogo de futsal fora do ambiente escolar - o jogo coletivo e a movimentação sem a bola.
Na aula de 31/08/2010, na parte final realizamos um pequeno jogo situacional de possessão da bola com vantagem/desvantagem numérica frente a marcação adversária. Os objetivos iniciais propostos para as equipes foram os seguintes:
  • Manter a posse da bola (prioritariamente para o grupo em vantagem numérica) e movimentar-se pelo espaço de jogo (no caso em questão metade da quadra);
  • Recuperar e manter a posse da bola (prioritariamente para o grupo em desvantagem numérica) por meio de ações de redução de espaços, fechamento de linhas de passe e bloqueios;
  • Em ambos os casos tentar utilizar o máximo do espaço disponível para realização dos movimentos coletivos em quadra.

Também foi recomendada a utilização do padrão de triangulação visto nas aulas anteriores (ver fotos) quando a equipe estivesse com a posse da bola. Porém o que foi visto após o inicio da atividade foram dois erros básicos gritantes, por parte das equipes e dos alunos.

O primeiro tem seu ponto de partida no desenrolar inicial da atividade com algumas tímidas tentativas de passe em equipe esbarrando na coesão defensiva resultante da utilização do espaço pelos alunos. Os membros das equipes em superioridade numérica reduziram a ocupação do espaço destinado a atividade em 25%, com alguns momentos indo até 33% da área disponível, ou seja praticamente 75% da área de jogo ficou sem utilização.
O segundo tem seu inicio no desenrolar da atividade. O primeiro grupo em desvantagem numérica conseguiu realizar o objetivo proposto para ele - recuperar e manter a posse de bola (conforme foi citado anteriormente nesta postagem), ainda que esta posse não durasse muito tempo. Do segundo grupo em diante não houve esta preocupação com a realização dos objetivos propostos, o que se viu foi uma preocupação exagerada em destruir as ações do grupo adversário e por a bola para fora, objetivando a saida deste ultimo.
E nisso se foram longos e penosos minutos da atividade, sem que se recuperasse a atenção as instruções iniciais e se buscasse o cumprimento dos objetivos iniciais traçados para a cada grupo.
Ao final o retomamos a conversa de avaliação da atividade proposta e os discursos dos alunos mostrou que eles já não lembravam quais tinham sido as regras e os objetivos propostos no inicio. A preocupação deslocara-se durante a atividade para uma competição sem lógica e sem nexo para a sua ocorrência, impedindo o aprendizado que aconteceria decorrente das tentativas deles superarem as dificuldades surgidas na prática.
Nas proximas aulas tentaremos algumas estratégias para que os alunos comecem a apresentar a lógica de raciocinio necessária para o desenvolvimento da autonomia tática a partir de um modelo de movimentação prévio. Cientes que algumas dos nosss tradicionais artificios metodologicos não tem desencadeado os comportamentos esperados por parte dos alunos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O primeiro dia... um novo caminho...

No dia 03 de agosto, o projeto Arte nas Quadras voltou as suas atividades com as turmas de iniciação após um longo periodo. Agora as atividades acontecem no ginásio do C. E. Edgard Santos, localizado no bairro do Garcia (região central de Salvador - Bahia).
Vinte e cinco alunos de escolas públicas localizadas no Centro de Salvador e algumas alunas remanescentes do grupo anterior, participaram das atividades de avaliação e sondagem para posterior desenvolvimento do planejamento semestral com base nos diferentes níveis técnicos dos alunos.
O alongamento e o aquecimento funcional foram ministrados pela ex-atleta do Arte nas Quadras Dandara Calmon. Depois das atividades iniciais os alunos correram durante 07 minutos e caminharam durante mais três minutos.
Os alunos foram observados durante as atividades de avaliação, que foi um jogo de possessão de bola em 3v2 visando analisar as habilidades e os conhecimentos sobre o jogo defensivo. A segunda atividade foi um jogo 3v3 no qual os alunos tentaram por em prática alguns fundamentos defensivos e transicionais, utilizando o seu talento individual.
O diretor técnico do Arte nas Quadras, o Prof. Esp. Ailson Santana, após uma cuidadosa observação das atividades comentou:
"A maioria deles tem sérios vícios técnicos e táticos, todos passíveis de correção, mas de modo geral eles são talentosos e jovens. Uma combinação perfeita se tivermos o tempo necessário para levarmos o grupo a atingir o auge do seu potencial, acredito que teremos boas surpresas a partir do ano que vem."
Alguns dos novos alunos deixaram os seus depoimentos sobre o que acharam da aula e quais as expectativas deles sobre o Arte nas Quadras.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Não se pode vendar os olhos...

Ainda na linha da postagem anterior sobre o recomeço, as dificuldades pela perda de atletas "referenciais" e potenciais futuros. A melhor jogadora da equipe saiu para estudar e jogar por uma faculdade como bolsista. A provável sucessora dela terá de reduzir as participações em treinamentos e competições, por conta da precocidade nos estudos (16 anos no 3º ano do 2º grau) em ano de vestibular. Um talento que começava a desabrochar após dois longos anos de treinamentos e estratégias, largou tudo devido a necessidade de trabalho. Completando este quadro tem a saída de Gessi Anne do corpo de jogadores, que decidiu parar de jogar, quando estava na sua melhor fase desde que a conheci e ela passou a treinar comigo. Soma-se a isto que 2009 foi o melhor ano do Arte nas Quadras em competições desde que foi criado, mesmo com a anulação do jogo semi final que permitiria disputar a sua segunda final do ano. A pressão pela continuidade do suceso será grande, mas darei a nova técnica todo tempo que não tive quando iniciei como técnico em 2005. O panorama realmente não é dos melhores, mas desde dezembro passado, ela (Gessi Anne) tem carta branca para localizar e contatar reforços, dentro da linha de trabalho do Arte nas Quadras. Assumo que dei a ela duas indicações que não produziram o efeito esperado por motivo s diversos. Porém tenho de confessar que ela procurou nos lugares errados, esquecendo os passos que dei todas as vezes que a equipe se renovou até hoje. Adoraria ser um daqueles mentores que cercam os seus discupulos de cuidados e dão a eles a solução para maioria dos problemas por eles enfrentados. Se não achasse que isto forma lideres fracos, pois não permite que sejam cometidos erros ou minimizam as consequencias destes. No momento certo apontarei as falhas que ela cometeu e o que acarretaram. Até ela terá o tempo como professor, para quem sabe descobrir por conta própria suas falhas e corrigir-las.

Por que o medo do recomeço?

Começo esta postagem pedindo mais uma vez desculpas pelo longo intervalo entre as postagens. Se bem que desta vez foi por um motivo muito importante, o nascimento da minha filha e a falta de noites de sono decorrentes da adaptação dela a nova vida.
Mas o que me traz aqui são as reflexões em cima de uma frase de minha assistente técnica (agora técnica até o meu retorno em 2011) Gessi Anne, no dia da reapresentação geral da equipe (1º/03/2010), ao ver o que restara da equipe do ano anterior - "você escolheu o pior momento para se afastar". A fala dela mostra o medo que a maioria dos técnicos ou responsáveis por equipes tem no inicio de uma temporada, quando tem de recomeçar do zero ou quase dele. O inicio de uma temporada com um grupo totalmente novo ou como preferem alguns cronistas esportivos - um time "desfigurado" em relação a temporada anterior. Este momento deveria ser visto como uma oportunidade para aplicar ou testar novos exercicios ou metodologias. Uma vez que novos atletas são fonte para o surgimento de inumeras situações de ensino aprendizagem, novos confrontos e oportunidades de crescimento. Se os atletas são inexperientes ou de um nível técnico aparentemente mais baixo que os do grupo da temporada anterior, melhor ainda, pois o desafio será maior e a recompensa maior ainda. Porque os educativos e estratégias utilizadas no processo didatico com um grupo, muitas vezes não tem o mesmo efeito em outro, obrigando o técnico ou professor a buscar alternativas... estudar... e a se reinventar. Talvez aí resida o grande motivo do medo, não é fácil sair da "ilha" de conforto e comodidade que construimos, mas é preciso. Como Gessi Anne vai descobrir e muitos por esse país também deveriam.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Leituras interessantes

Aproveitei as minhas férias para por a leitura em dia, uma vez que fiquei impedido de viajar por causa do estado avançado da gestação de minha esposa. Estive na ultima semana terminando de ler o livro Cestas Sagradas - Lições espirituais de um guerreiro das quadras de autoria de Phil Jackson e Hugh Delehanty. Adquiri o mesmo após muito trabalho (uma vez que se encontra esgotado na editora Rocco), estimulado por um artigo disponível no site Cidade do futebol, fiquei mais uma vez intrigado com a filosofia de trabalho de Phil Jackson. Ainda na faculdade tive a oportunidade de ouvir alguns de meus professores sobre a triangulação em quadra realizada pelo na época "mítico" Chicago Bulls, mas não aprofundei meus estudos. Quando comecei a trabalhar com futsal feminino em 2002, ainda como preparador físico, realizei algumas tentativas experimentais de montar um "sistema de triangulações" no qual as atletas movimentassem de modo organizado e constante. Naquela época o técnico da equipe não permitiu a continuidade dos treinos experimentais, por não ver resultados imediatos. Pessoalmente hoje percebo que teria sérias dificuldades de implantar essa filosofia de movimentação e jogo com atletas "velhas" (uso este termo não para classificar em função da idade, mas sim dos vícios técnicos e táticos decorrentes de anos de prática não orientada). Os anos passaram e abandonei aquela equipe para começar do zero, com novas atletas (se possível que não tivessem passado por nenhuma equipe ainda) preferencialmente bem jovens. Agora a minha filosofia de trabalho era criar atletas versáteis capazes de atuar (e bem) em qualquer uma das posições em quadra, a exceção do gol. Agora cinco anos e inúmeras experiências depois tenho o prazer de ler o livro de Phil Jackson, para descobrir que não fui o único que buscou um sistema onde os jogadores tivessem liberdade para decidir quais as ações táticas e técnicas a serem adotadas dentro de uma filosofia de jogo. Até acho que meu caminho teria sido mais fácil se tivesse lido ele antes. Recomendo a leitura para aqueles que estão começando a carreira como técnico em qualquer categoria e até mesmo para os treinadores experientes e como muitos anos de estrada. Ainda voltaremos a tópicos deste livro maravilhoso no futuro.

Pré temporada 2010: O inicio

Conforme disse na primeira postagem do ano, estarei me ausentando dos treinamentos e atividades de quadra do Arte nas Quadras. Mas como o principal motivo da minha ausência só chegará (segundo os médicos) após o carnaval, aproveitei para iniciar os treinamentos dos goleiros do grupo de competição feminino do Arte nas Quadras. Inicialmente só com Renata e Adriana (que não não compareceu a avaliação física e as quatro primeiras sessões de treinamento, devido a ter sofrido um atropelamento), a alternativa para reforço na posição não deu certo.
As atividades de avaliação tiveram inicio 29/01 com a corrida para avaliação do VO² máx, realizada na pista de Cooper do Dique do Tororó. No dia 1º/02 os testes de avaliação física tiveram continuidade, na quadra externa do Centro Educacional Edgard Santos com os testes para avaliação da:
  • Velocidade de deslocamento lateral;
  • Impulsão horizontal;
  • Agilidade (Teste "T");
  • Resistência anaeróbica lática.
Os testes para impulsão vertical, aceleração e os testes de avaliação técnica não foram realizados neste dia ficando para uma data posterior. Ainda foram realizados treinamento da coordenação motora, das pegadas (baixa, média e alta) e defesas (baixa, média e alta). Incluindo no final um educativo para defesas utilizando os pés.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A inteligência espacial e desenvolvimento da "capacidade de jogo" do jogador de futsal (1ª parte)

A inteligência espacial pode ser definida como a capacidade de "relacionar o próprio espaço que nos envolve, percebendo e administrando distâncias, pontos de referência (...), bem como revelando a capacidade de perceber diferentes objetos, eventualmente transformando-os e combinando-os em novas posições" (ANTUNES, 2006).
O mesmo autor ainda destaca que as pessoas que possuem um bom nível de inteligência espacial, "efetuam transformações e modificações sobre as suas percepções e mostra-se capaz de recriar aspectos da experiência visual ou "pensar visualmente, mesmo na ausência de objetos" (ANTUNES, 2006). As definições acima extraídas do livro "Inteligências múltiplas e seus jogos: Inteligência espacial", enfocam ainda que não estejam direcionadas para o futsal, necessidades básicas inerentes para prática do futsal não importando o nível técnico ou de habilidade técnica dos praticantes. Não importa a ação técnica a ser realizada ou a posição em quadra, se jogador de linha ou goleiro, a inteligência espacial é um requisito imprescindivel para a evolução/sucesso do jogador de futsal. Para exemplificar a importância da inteligência espacial, tomemos um situação corriqueira no jogo de futsal: o contra-ataque depois de defesa do goleiro.
  1. A realização da defesa por parte do goleiro envolve a identificação das possibilidades de finalização/assistência, referenciadas no posicionamento dos adversários, companheiros e da bola;
  2. Perceber a distância e a trajetória da finalização no gol, analisando a velocidade da bola e as possibilidades de defesa (se espalmar, encaixar ou deixar bater no corpo etc.);
  3. Após a realização da defesa, o goleiro tem que localizar rapidamente os companheiros e adversários na quadra de jogo, analisar as possibilidades de movimentação deles e os "corredores de passe" (locais por onde a bola pode passar com mais facilidade para o receptor), escolhendo o com mais chances de sucesso do passe;
  4. O jogador que recebeu o passe do goleiro tem de realizar os mesmos procedimentos de identificação das localizações dos adversários e companheiros (pontos de referência na quadra de jogo) e análise das possibilidades de movimentação deles. O diferencial é que ele terá que realizar a tríplice ameaça (que será tema de uma postagem futura) de forma isolada (passar, driblar ou finalizar) ou combinada (drible+passe, drible+ assistência ou drible+finalização).
Em todos os passos que tentei descrever acima, podemos perceber que o aspecto decisional de cada ação realizada na situação descrita anteriormente, tem ligação direta com a capacidade do individuo pensar de maneira tridimensional, possibilitando a ele possuir imagens internas e externas dos objetos/pessoas através da quadra de jogo e a decodificar com facilidade informações visuais adquiridas/percebidas. ANTUNES (2006) citando GARDNER (1995) descreve as três formas por meio das quais se manifesta a capacidade espacial do individuo, mas para a prática do futsal são mais significativas duas:
  • a capacidade de imaginar movimentos ou deslocamentos internos entre as partes de uma configuração;
  • a capacidade de pensar sobre as relações espaciais nas quais a orientação corporal do observador é parte essencial do problema.
Normalmente o foco do ensino do futsal é o aperfeiçoamento técnico e tático do talento tido como "natural" de cada aluno, mas usualmente esquece-se da necessidade da observação e aprimoramento do nível de inteligência espacial do aluno. Pois sem um bom nível desta a primazia técnica e o elevado nível de habilidade individual tão almejado por alunos, pais, professores e técnicos se mostrará inútil, uma vez que os erros na interpretação dos dados visuais adquiridos por meio dos olhos o levarão muitas vezes a escolhas equivocadas na hora de decidir o que fazer. O que leva ao surgimento de um jogador com sérias dificuldades de participar do jogo coletivo da equipe, preferindo na maioria das vezes as ações individuais (drible ou chute), que geralmente não é o mais indicado para a situação na qual o jogador se encontra. Meramente pela dificuldade de perceber opções melhores dadas pelo jogo em si e pelos companheiros. Isto quando o jogador tiver um excepcional talento individual, caso não tenha este nível terá dificuldades ainda maiores para desenvolvimento das suas habilidades dentro do jogo. Referências bibliográficas
  1. ANTUNES, CELSO. Inteligências múltiplas e seus jogos: Inteligência espacial. Vol. 4. Editora Vozes, Petropólis, RJ, 2006.
  2. GARDNER, HOWARD. Estruturas da mente - as inteligências múltiplas. Artmed, Porto Alegre, RS, 1995.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Um novo ano...

Inicio o ano de 2010 pedindo desculpas a vocês que acompanham o blog, pela irregularidade das minhas postagens. Mas alguns problemas de saúde com familiares e no trabalho (mudança do local de trabalho) fizeram com que muitos artigos que pensei para as postagens fossem iniciados e não concluídos.
Pretendo nas próximas semanas até maio finalizar e publicar este material inédito que ficou incompleto, produzido no ano passado. Além de algumas experiências didáticas que farão parte de um livro que estou escrevendo e pretendo procurar uma editora para publicar em 2011. A novidade é que passarei a me dedicar mais a duas funções novas para mim até este ano – a de gerente e de pai. Sendo que esta última fará com que me afaste um pouco das quadras e passe a formar profissionais comprometidos com a filosofia e o pensamento didático-pedagógico que norteiam o Arte nas Quadras. Um bom ano para todos de muitas realizações e porque não de muitos títulos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Exercícios de aprendizado e aprimoramento do passe 02

Dando continuidade a postagem de material de 2009. Colocaremos hoje mais um educativo para o ensino e aprimoramento do educativo passe. O educativo desta postagem tem por objetivo de trabalhar a precisão do passe e da recepção, com uma carga de pressão sobre a velocidade da execução das ações técnicas. Assim podemos afirmar que o aspecto concentração estará também presente. Ele é uma adaptação de um exercício da Academia do Arsenal (da Inglaterra) de futebol feminino. A principal diferença é que enquanto o do Arsenal é estático (ou seja sem movimentação por parte dos jogadores), aqui utilizamos a movimentação entre os portais como mais um elemento de dificuldade para os alunos e atletas.
A pressão sobre a velocidade de execução é dada pela quantidade de bolas que podem ser utilizadas no exercício. Sendo que começa-se com uma única bola e vai acrescentando as outras gradativamente até um máximo de 04 bolas. Montagem O educativo é composto de 04 portais de 0,8 metros cada dispostos cada um em um vértice do quadrado ou retângulo com no mínimo 12 metros de lado. Em cada vértice deverá ter um espaço de modo que o portal não obrigue ao aluno a ficar fora do espaço do quadrado ou retangulo. Execução Cada aluno recepcionará a bola passada pelo seu companheiro, gira para ficar de frente para o portal e passa a bola para o companheiro no outro vértice. Após o passe ele também se desloca de modo a ocupar o lugar do companheiro que estava no vértice para onde ele passou a bola.
De modo a estimular a velocidade de execução e a eficiência dos alunos, pode-se estabelecer "castigos" ou prendas a serem escolhidas pelos companheiros que não estavam no exercício no momento do erro.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Exercícios de aprendizado e aprimoramento do passe 01

Esta é uma das postagens que ficaram pendentes de publicação em 2009.

O maior problema que pudemos observar em jogadores de futsal "iniciados" na rua, nos vários anos de funcionamento do Arte nas Quadras, é que apesar do nível de habilidade individual ser bom ou ótimo na maioria das vezes, eles dificilmente executam bem as ações técnicas típicas do jogo de futsal.

Neste caso a questão do gênero (masculino ou feminino) não exerce grande influência sobre o grau de dificuldade na execução com precisão das ações técnicas. Em quase todos os casos a dificuldade pessoal deles na execução das ações técnicas, resulta em jogadores que preferem partir para uma situação 1v1 a buscar assistência de um companheiro (a) para vencer a oposição representada pelo adversário.

Uma das principais ações técnicas não executadas com precisão é o passe. A recepção até que muitas vezes acontece a contento, especialmente se envolve o amortecimento de bolas oriundas de lançamentos ou passes cavados, mas também requer cuidados e correções.

Os exercícios analíticos estáticos comumente aplicados para situações como a descritas, não conseguem “prender” a atenção dos jogadores acostumados com o ambiente lúdico das ruas. Eles apresentam grandes dificuldades em manter a concentração durante os exercícios e reclamam de cansaço após curtos períodos de atividades. Já se observados nas ruas eles jogam durante horas sem qualquer reclamação, não importando as condições climáticas (sol ou chuva).

Assim desenvolvemos algumas estratégias para facilitar a transição o universo totalmente lúdico das ruas para os treinos de competição:

  • Utilizar exercícios com muita movimentação e com várias ações técnicas envolvidas;
  • Divisão dos educativos/exercícios em séries e repetições baseadas no tempo;
  • Número de séries minimo de 02 e máximo de 06;
  • Duração de cada repetição minimo 03 minutos e máximo de 05 minutos;
  • Executar os educativos na mesma velocidade em que ocorrem as ações no jogo;
  • Alternar os papéis durante as repetições dos educativos/exercícios.

Abaixo seguem as instruções para montagem e execução de um dos nossos educativos para passe:

Montagem (para cada bloco de exercício)

  • 03 cones ou 02 cones e 01 prato demarcatório;
  • 01 bola.

No sentido da largura da quadra, colocar um dos cones (ou prato demarcatório) sobre a linha lateral. Medir uma distância de aproximadamente 10 a 12 metros e colocar outro cone. Realizar nova medição, desta vez de 2 a 3 metros e colocar o outro cone.

Execução

Em grupos de 03 alunos coloca-se um em cada cone. A bola fica na posse do aluno que estiver no cone. Os outros dois ficam nos cones posicionados distante da linha lateral. O que tem a posse da bola realiza um passe para o colega que está no outro cone, ele recepciona e passa a bola de volta para aquele que iniciou o exercício. Após a devolução ele desloca-se de costas para o cone de trás ao mesmo tempo, que o aluno que estava no cone de trás passa para frente para realizar a recepção e devolução da bola.

Quando for realizar uma nova repetição troca-se o aluno que está no cone sobre a linha lateral. Realizar pelo menos três repetições de modo que todos os alunos passem pelo cone da linha lateral.

Possibilidades de variação

  • Tipo do passe a ser realizado (rasteiro, cavado ou meia-altura);
  • Tipo de recepção a ser realizada pelos alunos nos dois cones distantes (pisada, amortecimento na coxa + pisada, amortecimento no peito + pisada);
  • Invés do deslocamento para frente e para trás, obrigar a antecipação por parte dos alunos nos cones distantes.